Sendo nós próprios, com frequência, codependentes de alguém, sentimos que algo está faltando. Desta forma, iludimo-nos, achando que a outra pessoa nos torna completos. Acabamos substituindo relacionamentos doentios pelo malogro espiritual de que apenas aceitando e amando a nós podemos satisfazer-nos. Alguns dentre nós apegam-se às pessoas, às coisas, à velhos comportamentos, ou hábitos ruins, que sugam os outros quais parasitas. O apego provoca limites indistintos e doentios, impedindo de separar uma pessoa da outra e a culpa mútua abafa ambas as partes e, por fim, leva à um relacionamento sufocante que traz tristeza e desespero. A recuperação significa nos desligar de relacionamentos viciados de hábitos de comportamento desgastados. Não permitamos o apego nem nosso, nem dos outros. Quando nos desvencilhamos, amadurecemos emocionalmente, deixamos que os outros sejam e nós deixamos de ser. Que bom ter outra pessoa com quem partilhar nossa vida, mas ela não nos torna plenos. Já somos completos. Tornemo-nos nós próprios e aprendamos a viver nossa vida como nos convier sem nos apegar a ninguém

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